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Número de vítimas em chacinas no RJ cresce 166% em 2018

Publicado dia 30/08/2018 às 22h56min
Relatório do Laboratório de dados Fogo Cruzado e do Observatório da Intervenção mostra que número de casos e vítimas mais que dobrou nos oito meses deste ano, em relação ao mesmo período de 2017.

Cresce o número de chacinas no Rio (Foto: Reprodução / Tv Globo)

 

O número de pessoas mortas em chacinas - assassinatos com três ou mais vítimas em um mesmo local - cresceu 166% no Rio de Janeiro quando comparados os oito primeiros meses de 2018 com o mesmo período do ano passado.

Em 2017, houve 21 chacinas que resultaram em 71 pessoas mortas, segundo números do Labotário de dados Fogo Cruzado. Neste ano, em 47 ocasiões, o levantamento da instituição contabiliza 189 assassinatos. Os dados revelam que mais que dobrou a letalidade e a violência em diferentes cidades do estado.

Dos 47 casos registrados só nos primeiros oito meses deste ano, 26 deles ocorreram durante operações das forças de segurança envolvendo policiais ou militares. O último exemplo ocorreu na na segunda-feira (20), durante ação nos complexo de favelas do Alemão, Penha e Maré.

A escalada da letalidade em ações policiais e nos confrontos entre facções criminosas tem resultado em locais com três, quatro, cinco e até oito mortos, tanto no Rio quanto na Região Metropolitana do estado. Casos com oito vítimas fatais se repetiram por duas vezes.

O levantamento do Labotário de dados Fogo Cruzado consta, também, no relatório do Observatório da Intervenção. O grupo é formado por organizações não-governamentais e especialistas em segurança pública, coordenados pelo Centro de Estudos de Segurança e Cidadania, da Universidade Candido Mendes.

 

"Esses casos de homicídios múltiplos precisam ser investigados com celeridade e de forma distinta dos homicídios por terem características próprias. Essas múltiplas vítimas mostram uma agressividade maior nessas ações", analisa Maria Isabel Couto, gestora de dados do Fogo Cruzado.

 

O número de vítimas representa não apenas o aumento dos conflitos envolvendo facções, como também das ações das polícias e dos militares nos confrontos em comunidades do RJ.

Entre as 189 pessoas mortas nessas ocasiões, 79 morreram no Município do Rio, em 2018. Em 2017, foram 46 mortos.

 

 

Letalidade policial

 

Das 189 pessoas mortas em chacinas no RJ, 105 morreram em confrontos com as polícias. Num deles, em 19 de maio passado, oito homens morreram no Complexo de favelas do Lins, na Zona Norte, entre eles, o chefe do tráfico no Morro da Barão, na Praça Seca, Zona Oeste do Rio.

Em outra ocasião, um confronto entre policiais militares e traficantes resultou na morte de oito homens, em março passado, na Rocinha, Zona Sul do Rio. Na época, a Divisão de Homicídios informou que três vítimas não tinham passagem pela polícia.

Diferentemente de 2017, quando os casos se concentraram nas cidades do Rio, Duque de Caxias e São Gonçalo, este ano os casos de múltiplas mortes aconteceram em cidades como Belford Roxo e Itaboraí, na Baixada e na Região Metropolitana, respectivamente.

 

"Está claro que as chacinas aumentaram com a intervenção. Houve um endurecimento da polícia e um aumento da agressividade", considerou Maria Isabel.

 

Procurada, a Secretaria de Segurança não se pronunciou sobre o aumento de casos e de vítimas em chacinas no Rio de Janeiro.

Fonte: g1 brasil

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